Fritjof Capra, físico teórico e escritor, bem como educador e ativista ambiental, discorre sobre a necessidade de se alcançar um modelo sustentável de vida, utilizando a natureza como exemplo. Segundo ele, “Só podemos criar sociedades sustentáveis seguindo o modelo dos ecossistemas da natureza”, uma vez que “Os sistemas vivos não são lineares, e sim redes, enquanto nossa tradição científica está baseada no pensamento linear, com cadeias de causa e efeito.”
Escritor de várias obras dentro da sua área de conhecimento, entrelaçada brilhantemente por diversos outros conceitos atuais, destacam-se: O tao da física, A teia da vida, O ponto de mutação, A visão sistêmica da vida, As conexões ocultas e Alfabetização ecológica.
Estamos literalmente em uma linha de corte entre “vida” ou “morte” de tudo o que a nossa civilização construiu até agora. E posso dizer que o planeta como um todo nos responderá ainda mais enfaticamente do que até agora o fez, independentemente de ocidente ou oriente, sociedades de civilizados ou povos locais. Para a Terra, somos uma coisa única. Para o Universo, idem.
Tudo é absolutamente interconectado e interdependente, em movimento contínuo de transformação. Nem mesmo o vazio é apenas um vazio, mas uma fonte de energia que a ciência ainda não consegue explicar. Tudo é energia, em suas mais diversas formas de manifestação, de ondas até a própria matéria, ou mesmo o vazio.
Então, monoculturas, extração destrutiva de riquezas do subsolo, sociedades exploratórias e violentas, escravidão humana e animal mascarada, desamor, egoísmo, ganância, poder, nada disso está em sintonia com o modo de ser do Universo. Sua característica sistêmica nos leva a entender a analogia que Fritjof Capra fez em “A teia da vida”. Resumindo, o padrão da teia é determinado pela relação das suas partes com o todo. Preciso falar mais?
Pense nisso.
Faça tudo o que estiver ao seu alcance. Não espere o outro. Não jogue o lixo para fora da sua casa e ache que resolveu o seu problema, e isto é só um pequenino exemplo…