A saga dos jovens e dos idosos

A palavra “etarismo” vem aparecendo em todos os lugares, no nosso atual “mundo civilizado”, você já notou?

Entretanto, preconceitos calcados na idade da pessoa, sejam eles porque alguém é idoso demais ou jovem demais, no conceito de alguém, são coisas praticamente desconhecidas de povos cujas origens não são europeias. No lugar de “etarismo”, poderíamos dizer que para eles há a “ancestralidade” e a “transgeracionalidade positiva”. Faço questão de acrescentar “positiva”, porque nem toda transgeracionalidade é negativa, e esse também é um tabu instituído para negar a importância da ancestralidade.

A valorização do conhecimento adquirido por aqueles que já viveram muitos anos, bem como do potencial daqueles de pouca idade mas muito ainda a contribuir, são características marcantes desses povos. Estou falando no geral, embora para tudo haja exceções, é claro!

Para pessoas que não têm esses valores como pilares culturais, requer a quebra consciente desse paradigma.

E, pense bem, se o mundo atual é composto por um misto incrível de povos, com a comunicação entre todos aberta e estimulada, só podemos entender que um tem muito a contribuir com o outro e que é esperado que façamos isso. Então, vamos juntar o que há de melhor em cada um deles, que tal?

Focar o lado bom das coisas é um hábito a ser estimulado pelo exercício, e posso listar vários pontos positivos que podem ser alcançados com ele, em relação ao tema que estou abordando aqui.

O primeiro deles, de certo é que o reconhecimento público de que esse preconceito existe é útil, porque estimula o repensar de todos os envolvidos.

Também desperta os próprios alvos, pessoas tanto de pouca como de muita idade, para que se posicionem de forma construtiva. Como um exemplo, segundo a “Teoria dos Setênios”, a vida do ser humano passa por ciclos contínuos de 7 anos, cada qual com um propósito, compondo o seu processo de desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Então, é natural que o ser se modifique sempre, mas não é natural que ele “morra” antes de morrer, seja por escolha ou por circunstância.

Há um maravilhoso movimento nesse sentido. Oportunidades são criadas para ambos os polos, com regulamentações e incentivos importantes. Com isto, os criadores de oportunidades estão menos propensos a cair no preconceito e mais a pensar sob novas perspectivas.

Estamos finalmente incorporando o valor da ancestralidade e da transgeracionalidade positiva no nosso chamado “mundo civilizado”, o que significa um ganho imenso para todos nós!

Se reproduzir ou utilizar este texto de qualquer modo, mencione a fonte e a autora, ajude a espalhar esta ideia!

Conte-me o que você achou deste texto!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sou Cilene Cicone

Mensalmente eu postarei aqui textos meus ou de alguém que admiro devidamente identificado.