Embora na atualidade os povos tenham diferenças em termos de “como viver”, a verdade seja dita: todos passam pelas mesmas etapas evolutivas, e o que os diferencia é apenas o caminho que cada um deles seguiu.
No início, cada ser humano era por si mesmo. Depois, começaram a entender que agrupados era mais seguro. Os pequenos grupos começaram a tomar forma, em configurações diversas. O mundo era o limite, então, caçavam e coletavam durante seus deslocamentos.
Em dado momento, começaram a atentar para o comportamento da natureza e iniciaram a jornada de tentar compreendê-la. Cada povo assim o fez, com base no território que habitava. Assim, os aprendizados foram compatíveis com o que dispunham para tal.
Compreender o comportamento da natureza levou cada povo a aprender a lidar com os reinos mineral, vegetal e animal. Por meio dessas interações, descobriram os reinos mental e espiritual, porque são naturais também.
Cuidar dos minerais, vegetais e animais, e até estimular os seus processos, fez com que pudessem perder a pressa de se movimentar pela Terra. Ficando mais tempo juntos e com tarefas a desempenhar, começaram a criar diferentes papéis, orientados pelas características físicas, mentais e espirituais do ser humano local.
Alguns povos se fixaram mais, outros menos. O foco de cada um também foi diverso, de acordo com o entendimento que cada um tinha do mundo.
Em um dado momento, por excesso de violência e cobiça, alguns povos começaram a criar cercados, muralhas e coisas do gênero, com vigilância nas suas entradas. As pessoas mais vulneráveis começaram a se agrupar para que os criadores dessas estruturas as protegessem. Disso tudo nasceu o que chamamos de povos “civilizados”, ou melhor dizendo, povos “encarcerados”.
Povos que chamaremos “civilizados” criaram uma separação da natureza, com tijolos e barro, depois asfalto, concreto e metal. Esse isolamento abriu um vazio suprido por mercadorias de todos os tipos: objetos úteis e inúteis, para necessidades e para desnecessidades. Alguns povos indígenas brasileiros até chamam os civilizados de o “povo da mercadoria”, o que me parece bem adequado.
Outros povos mantiveram formas de viver na natureza, o que é o mais natural. Essa forma de viver está mais ligada às suas origens ou ao mundo civilizado, dependendo do grau de interação entre esses “dois mundos”, digamos assim.
Mas, se a largada foi a mesma para todos, e cada povo entrou por uma porta do labirinto da vida, outra grande certeza que podemos ter é que todos eles acharão a saída e nela se encontrarão. Nesse momento, juntando tudo o que de melhor cada povo descobriu, finalmente nos tornaremos os Seres Humanos deste maravilhoso Planeta Azul!