Em diversos momentos e em diversos pontos do nosso planeta, o Ser Humano já “pirou” em uma busca desenfreada pelo magnífico metal amarelo, o ouro.
Não se tem notícias de que essas corridas tenham sido positivas para a Humanidade e, no entanto, elas persistem.
As mais recentes atingiram as Américas, a África e a Austrália.
Muitas outras localidades já vivenciaram esse fenômeno, como Finlândia, Escócia, China, Rússia, Nova Zelândia, e por aí afora.
Mineradores e garimpeiros, no sonho de enriquecerem, rasgam a terra, dragam os rios, e arrasam todas as vidas que se opuserem às suas passagens. Não sei como enriquecer uns empobrecendo outros pode ser positivo.
Por um lado, o minerador, sob regulamentações ambientais e bem provido de maquinários e sistemas adequados, nem sempre atua conscientemente, valendo-se de seu poder junto aos poderosos em favor de seus interesses financeiros.
Por outro lado, o garimpeiro, atuando quase sempre de forma ilegal, rústica e imprópria, com o objetivo predominante de sobreviver, acaba por destruir rios e áreas de preservação. Para quem ele vende o ouro? Para o poderoso.
E quem demanda o ouro aos mineradores e garimpeiros? Pense nisso. Conflitos e batalhas, que até poderíamos chamar de verdadeiras guerras camufladas, ocorrem diariamente. Ato referenciado como simples “exploração de minérios ou de agroindústria”, é algo que vai muito além. Trata-se de uma exploração da Natureza e do próprio ser humano pelo ser humano. O poderoso explorando o vulnerável. Essa história ainda não foi superada, ocorre até o momento presente, com a diferença que hoje dão outros nomes, para não transparecer o absurdo dessa conduta irresponsável e predatória.