Achamos que quando tiramos algo da mente e a transformamos em material, concretizamos.
Mas é o contrário. Só se concretiza aquilo que já criamos na mente.
Desde criança tenho uma queda pelas palavras, pela forma de as dispor em conformidade com os nossos pensamentos, traduzindo o que realmente temos dentro de nós e que não falamos para ninguém. A “arte das palavras”.
Ler sempre foi minha paixão. Escrever, idem.
Existe uma vocação, dentro de mim, para a escrita. Não posso negá-la.
Lembro-me que, na época de escola, as aulas preferidas eram as de Literatura & Gramática, em especial a hora das redações. Cada uma delas era uma viagem, principalmente aquelas “a vista de uma gravura”. Era a hora de fazer a mente voar.
Por ter esse prazer, eu sempre participava de concursos de redação na escola e entre escolas, apreciando todas as oportunidades. Cheguei a ganhar muitos deles. As premiações eram sempre muito singelas, nada para se ostentar.
Tenho vários caderninhos repletos de poesias que eu escrevia, e arrisco dizer que há umas bem interessantes. Por vezes, eu os retomo para ler. Trazem muitas recordações do meu aprendizado com os sentimentos.
Também escrevi um livro infantil, mas não consegui ilustrá-lo como eu imaginava, já que meu dom para desenho se resume ao mais básico boneco-palitinho que você tenha visto. Meu desejo era o de levar para o conhecimento das crianças alguns valores que julgo serem muito importantes para viabilizarmos um mundo melhor, através de pessoas melhores. Desisti da “saga da publicação”, após algumas tentativas.
E, é claro, como toda pessoa apaixonada pela escrita, tenho muitos textos prontos ou esboçadas, aguardando a hora certa para virem ao mundo. Tudo o que capto ou percebo, dentro de mim transformo em uma história. Será que isso é normal?
Depois de quase 40 anos de atuação profissional, escrevendo e conduzindo centenas de projetos junto a diversas instituições do mercado financeiro, resolvi que já era chegada a hora de eu escolher o que escreveria.
Fiz a minha rebelião. Larguei tudo e mergulhei no “mundo do escritor”.
Tenho um lema que uso para tudo: “quando fizer algo, dê absolutamente tudo de si”.
Isso significa, para mim, “não vá à luta pela metade” e “não compre uma briga sem ter armas”.
Então…
Cursos e mais cursos, literários e de marketing de livros e escritores, para eu passar da escrita técnica para a literária.
Publicação de conteúdos no Instagram, coisa que eu nunca fazia, para que possam conhecer meus pensamentos.
Construção do Site/Blog da minha atividade como escritora, para eu ter meu próprio espaço para escrever.
Livros e mais livros, porque a leitura é a melhor professora.
E está na minha lista participar de uma Oficina de Escrita Literária, pois trocar experiências é enriquecedor e a técnica liberta a vocação do escritor.
Escrevi um livro, ele “está no forno”.
Estou na “saga da publicação”, espero superá-la ainda este ano, ou, no máximo, no início do próximo.
Espero em breve poder contar um pouco mais sobre ele para vocês, trazendo-o definitivamente para a realidade.
Seu título é “Chega de culpa”.
Respostas de 2
Te desejo muito sucesso
Muito grata pelo carinho!